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'Temos de celebrar essa decisão', diz Pochettino, sobre anulação da suspensão de Balogun
O técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, saudou a decisão da Fifa, tomada neste domingo (5), de anular a suspensão do atacante Folarin Balogun, observando que ela corrige uma situação "injusta".
Balogun, artilheiro dos EUA, um dos países-sede, na Copa do Mundo, estará apto a jogar na partida das oitavas de final desta segunda-feira contra a Bélgica, apesar de ter sido expulso na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina na fase anterior.
O atacante do Monaco recebeu o cartão vermelho por pisar em um adversário durante uma disputa de bola, uma ação que tanto o jogador quanto Pochettino afirmaram ter sido não intencional.
Neste domingo, a Fifa revogou a suspensão de uma partida imposta a Balogun, liberando o jogador para enfrentar a Bélgica.
A decisão gerou polêmica, especialmente após ser revelado que o presidente Donald Trump havia telefonado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo a anulação da punição.
"Minha reação é a mesma de qualquer pessoa que realmente ama este esporte e acredita na ética e na integridade... Temos que celebrar a decisão", disse Pochettino na coletiva de imprensa antes do jogo contra a Bélgica, em Seattle.
"Já fomos punidos o suficiente contra a Bósnia ao termos de jogar com 10 homens por 30 minutos devido a uma decisão completamente injusta", disse ele. "Nunca foi caso de cartão vermelho. Houve um erro, e a punição foi severa demais para uma ação involuntária".
"Agora podemos focar em vencer uma grande equipe como a Bélgica, no que será uma partida muito difícil, em condições justas para nós", afirmou.
O técnico argentino tentou minimizar o envolvimento de Trump que, segundo uma fonte próxima ao assunto confirmou à AFP, havia ligado para o presidente da Fifa justamente naquela quarta-feira para solicitar uma revisão do cartão vermelho.
"Não podemos misturar as duas coisas. É uma decisão da Fifa baseada em evidências do que aconteceu anteriormente", disse Pochettino, ressaltando que não teve qualquer participação no processo.
"Eu estava focado em preparar a equipe (...) Fiquei sabendo hoje antes de ir para o treino", observou o ex-técnico do Tottenham, que demonstrou compreensão em relação às reclamações da seleção adversária.
"Eu entendo a Bélgica e o Rudi (Garcia), e também entendo por que as pessoas misturam as coisas, porque há um grande interesse nisso, mas se alguém foi prejudicado nessa situação, foram os Estados Unidos", opinou.
"Não é algo extraordinário que acontece apenas conosco. Já aconteceu antes", ressaltou Pochettino, sem citar nenhum precedente específico.
Nogueira--PC