-
Tempestade Leonardo provoca enchentes e deslocamentos em Portugal e Espanha
-
Irã quer limitar conversas com EUA ao seu programa nuclear
-
Incêndios florestais de grande magnitude são a 'nova normalidade' da Patagônia, diz especialista
-
Venezuela avança com anistia sem perdão a violações de direitos humanos
-
Nova tripulação está pronta para voar à EEI após evacuação médica
-
Starmer descarta renunciar apesar da pressão por caso Mandelson
-
Energia retorna ao leste de Cuba após apagão
-
Ucrânia e Rússia realizam nova troca de prisioneiros
-
Europa busca autonomia tecnológica frente aos Estados Unidos
-
Cotação do bitcoin registra menor nível desde a reeleição de Trump
-
Manifestantes do Greenpeace protestam contra patrocinador olímpico
-
Brasil, à conquista de Hollywood
-
Aonishiki, lutador de sumô no Japão que fugiu da guerra na Ucrânia
-
Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton
-
Governo Trump investiga Nike por suposta discriminação contra pessoas brancas
-
Apresentadora americana pede prova de vida aos sequestradores da mãe
-
Ucrânia, Rússia e EUA prosseguem com negociações de paz nos Emirados Árabes Unidos
-
Leste de Cuba enfrenta apagão
-
Apresentadora americana suplica pela vida de sua mãe aos sequestradores
-
Coroa da imperatriz Eugénie, danificada em roubo no Louvre, será restaurada
-
Expira o último tratado de não proliferação nuclear entre EUA e Rússia
-
Indígenas protestam contra exploração de rios amazônicos para exportação de grãos
-
Apostas no Super Bowl enlouquecem com apresentação de Bad Bunny
-
Guterres considera fim do acordo nuclear entre EUA e Rússia um 'momento sério' para a paz
-
EUA e Irã terão conversas nucleares nesta semana em Omã
-
Lesionado, Shai Gilgeous-Alexander está fora do All-Star Game da NBA
-
Stuttgart vence Holstein Kiel (3-0) e se garante nas semifinais da Copa da Alemanha
-
City volta a vencer Newcastle e vai à final da Copa da Liga contra o Arsenal
-
Com golaço de Endrick, Lyon vence Laval (2-0) e vai às quartas da Copa da França
-
Governo Trump provoca 'erosão democrática' na América Latina, alerta ONG
-
Vítimas de tragédia em Mariana esperam justiça por 'um crime muito grande'
-
Hayes, do Lakers, é suspenso por empurrar mascote do Washington Wizards
-
Envolvido no Caso Epstein, chefe dos Jogos de Los Angeles 2028 é pressionado a renunciar
-
Rússia afirma que não está mais ligada ao tratado Novo Start
-
Martínez segue retido na Venezuela enquanto Corinthians aguarda
-
Principal cartel colombiano suspende diálogos de paz após acordo entre Petro e Trump
-
EUA anuncia retirada 'imediata' de 700 agentes de imigração de Minnesota
-
Pogba fica fora de lista de jogadores do Monaco para mata-mata da Liga dos Campeões
-
Panamá rejeita ameaça da China por anulação de contrato portuário no canal
-
Argentina escolhe Kansas City como base para Copa do Mundo de 2026
-
Após Musk, proprietário do Telegram critica premiê espanhol por seus planos para redes sociais
-
EUA anuncia alianças sobre terras raras com UE, Japão e México
-
Ataques israelenses deixam ao menos 25 mortos em Gaza
-
Após Musk, proprietário do Telegram critica Sánchez por seus planos para redes sociais
-
Homem que tentou matar Trump na Flórida em 2024 é condenado à prisão perpétua
-
Washington Post anuncia 'doloroso' plano de demissões
-
Documentário da Netflix analisa caso de Lucy Letby, enfermeira britânica condenada por matar bebês
-
Ucrânia diz que diálogo com Rússia em Abu Dhabi é 'produtivo'
-
Irã autoriza formalmente mulheres a pilotar motocicletas
-
'Ajoelhados, jamais': Venezuela relembra aniversário do golpe de Chávez
Paz toma posse na Bolívia e promete fim do isolamento após 20 anos de socialismo
O presidente eleito de centro-direita Rodrigo Paz tomou posse neste sábado (8) na Bolívia com a promessa de que "nunca mais" o país estaria "isolado" do mundo, ao virar a página de duas décadas de governos socialistas em uma nação mergulhada em uma grave crise econômica.
A eleição de Paz, de 58 anos e filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989–1993), marca uma importante guinada política no país andino. Ela põe fim ao domínio do Movimento ao Socialismo (MAS), liderado por 26 anos pelo ex-presidente Evo Morales — que governou de 2006 a 2019 — e, posteriormente, por seu sucessor, o presidente em fim de mandato Luis Arce.
"Nunca mais uma Bolívia isolada, submetida a ideologias fracassadas, e muito menos uma Bolívia de costas para o mundo", declarou o mandatário em um discurso no qual saudou a presença de mais de 70 delegações internacionais que compareceram a La Paz para a cerimônia de posse.
Entre os principais líderes presentes estavam o subsecretário de Estado americano, Christopher Landau, e os presidentes Gabriel Boric (Chile), Javier Milei (Argentina) e Yamandú Orsi (Uruguai).
Mesmo antes de assumir, Paz já havia anunciado sua intenção de abrir a Bolívia ao mundo, especialmente por meio do restabelecimento das relações com os Estados Unidos, rompidas desde 2008 por Evo Morales.
O economista e ex-senador chega ao poder em um país que, sob Morales, moveu fortemente o pêndulo político para a esquerda, com a nacionalização dos recursos energéticos e alianças com a Venezuela de Hugo Chávez, além de Cuba, China, Rússia e até o Irã.
- "Uma mudança total" -
O novo chefe de Estado foi ovacionado ao entrar no palácio legislativo de La Paz, onde estavam presentes parlamentares e convidados estrangeiros.
Uma forte chuva caía sobre a Praça de Armas, onde se situam o Parlamento e o palácio presidencial — algo que Paz interpretou como "uma limpeza" que a "Pachamama" (mãe terra) estaria realizando sobre o país.
O vencedor do segundo turno de 19 de outubro herda um país com uma grave crise econômica, marcada pela escassez de dólares e combustíveis.
O governo cessante de Arce esgotou quase todas as reservas de divisas para sustentar uma política de subsídios universais à gasolina e ao diesel.
A inflação acumulada em 12 meses até outubro foi de 19%, após atingir um pico de 25% em julho.
Yeni Murgía, comerciante de 55 anos, disse confiar que o governo de Paz conseguirá conter o aumento do custo de vida e garantir o fornecimento de combustíveis.
"Esperamos uma mudança total. Estou muito feliz", afirmou à AFP, enquanto milhares de apoiadores do novo presidente celebravam no centro da cidade altiplânica com bandeiras e música.
- "Governo verde" -
Paz, que venceu à frente do Partido Democrata Cristão (PDC), prometeu reduzir em mais da metade os subsídios aos combustíveis e lançar um programa de "capitalismo para todos", centrado na formalização da economia, na eliminação de entraves burocráticos e na redução de impostos.
"O país precisa voltar a produzir. Vamos abrir a economia, atrair investimentos, reduzir tarifas para bens que não fabricamos e modernizar o sistema energético e digital", declarou Paz.
Ele também prometeu um "governo da inovação, da ciência, da tecnologia e do futuro verde". "O desenvolvimento econômico caminhará de mãos dadas com o respeito ao meio ambiente", garantiu.
Na década anterior, a Bolívia viveu um boom econômico impulsionado por suas exportações de gás, mas, com a queda dessas receitas, hoje não consegue sustentar suas principais políticas assistencialistas.
"O que diabos fizeram conosco com tanta bonança? Por que há pessoas e famílias que hoje não têm o que comer, se éramos tão ricos com tanto gás e com o lítio como promessa de futuro?", questionou.
"Defenderemos nossos rios, nossas florestas e nossos glaciares. O desenvolvimento econômico caminhará junto com o respeito ao meio ambiente", acrescentou, em referência à realização da COP30 sobre o clima em Belém do Pará.
"Vamos construir um novo conceito: o governo verde da Bolívia", concluiu.
Herdeiro de uma influente dinastia política, Paz se apresenta como um moderado que defende o consenso e a reconciliação nacional.
G.M.Castelo--PC