-
Lionel Messi: uma final para coroar sua obra-prima com a Argentina
-
Artista dissidente Luis Manuel Otero Alcántara deixa Cuba rumo aos EUA
-
Luis de la Fuente: mentalidade de 'Rocky Balboa' com luva de seda
-
Fifa vai reavaliar pausa para hidratação após críticas na Copa, diz Wenger
-
'Deveríamos ter te dado um final melhor', diz Mbappé a Deschamps nas redes sociais
-
Scaloni, o maestro inesperado que regeu a era mais gloriosa da Argentina
-
Dois militares americanos são mortos pelo Irã, que ataca infraestruturas civis
-
De Maradona a Messi, Bangladesh segue apaixonado pela seleção argentina
-
'A vida é uma loucura': Argentina e Espanha contam as horas para a grande final
-
Espanha suspende último treino antes da final; atividade da Argentina é adiada
-
Kimi Antonelli faz a pole position do GP da Bélgica de F1; Bortoleto é 8º
-
Bons vizinhos? Torcer contra Messi e Argentina, um fenômeno efervescente na América Latina
-
'Que passe rápido para esquecer', diz Borja Iglesias sobre possibilidade de cumprimentar Trump
-
Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques iranianos a infraestruturas civis
-
STF nega visita de Milei a Bolsonaro em prisão domiciliar
-
Incêndios no Canadá desencadeiam nova ameaça tarifária de Trump e colocam em alerta a final Espanha-Argentina
-
FMI libera fundos para Venezuela após terremotos que deixaram mais de cinco mil mortos
-
Irã relata explosão de petroleiros que colidiram com minas em Ormuz
-
'Bem-vindos a Ciudad Carpita': a vida de refugiados após terremotos de junho na Venezuela
-
Jaqueta de couro do CEO da Nvidia é leiloada por US$ 960 mil
-
Haaland vence por goleada na Copa do Mundo das redes sociais
-
Irã ameaça com 'ofensiva total' e EUA continua seus bombardeios
-
CNDH pede à ONU e à Fifa que atuem contra onda de racismo na Copa do Mundo
-
Manifestantes protestam em Veneza por chegada de megaiate de embaixador dos EUA
-
IA chinesa Kimi K3 sacode indústria tecnológica dos EUA
-
Neymar volta ao Santos após derrota do Brasil na Copa: Qual é o seu futuro?
-
Milhares de pessoas se manifestam em Kiev contra destituição do ministro da Defesa
-
Ataques na Ucrânia e na Rússia deixam ao menos dez mortos
-
Antonelli domina treinos livres do GP da Bélgica de F1
-
Terremoto sacode México e América Central, sem relatos de vítimas
-
Brasil endurece regras de publicidade das onipresentes bets
-
Neutralizar Messi será 'desafio maiúsculo' para Espanha, diz Mikel Merino
-
Ataques na Ucrânia e na Rússia deixam ao menos sete mortos
-
Árbitro esloveno Slavko Vincic apitará final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina
-
'Obsessão', o filme de terror de baixo orçamento com retorno milionário
-
Meia húngaro Dominik Szoboszlai renova com o Liverpool
-
UE revisa seu mercado de carbono após pedidos da indústria
-
'Bem-vindos à Ciudad Carpita': a vida dos refugiados após terremotos na Venezuela
-
Sobrevivente de terremoto em 1967 na Venezuela agora ajuda vítimas do duplo tremor
-
Sucessor de Starmer, Burnham quer 'devolver esperança' aos britânicos
-
Acusações falsas sobre fraude eleitoral e Venezuela reaparecem em discurso de Trump
-
Os principais atores da IA na China
-
Argentina e Espanha ajustam os últimos detalhes para a final da Copa sob ameaça da fumaça
-
Novos bombardeios dos Estados Unidos e represálias do Irã
-
Andy Burnham, entre a política e a paixão pelo futebol
-
Japão reforma lei, mas mantém fechada a porta para uma imperatriz
-
XI adverte que IA não deve ser dominada por um único país e pede cooperação
-
Trump acusa China de 'maior comprometimento de dados eleitorais da História'
-
Forte tempestade deixa três mortos no Chile
-
Xi vai apresentar em conferência visão da China sobre IA
FMI libera fundos para Venezuela após terremotos que deixaram mais de cinco mil mortos
Três semanas após o duplo terremoto que deixou mais de 5.000 mortos na Venezuela, o Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou na sexta-feira (17) recursos para a reconstrução das áreas devastadas.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que a "Venezuela ganhou acesso a 346 milhões de dólares (1,77 bilhão de reais) de sus próprios recursos retidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)", disse em um comunicado publicado no Telegram.
Os fundos permitirão "apoiar as famílias afetadas em moradia, infraestrutura, serviços públicos essenciais, entre outras necessidades", acrescentou Rodríguez.
O anúncio ocorre depois que o FMI retomou em abril suas relações com a Venezuela, congeladas desde 2019, após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana em janeiro.
Enquanto isso, a angústia dos familiares aumenta ao tentar localizar seus entes queridos ainda sob os escombros de prédios que desabaram com os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos em 24 de junho. Segundo o último balanço oficial, o número de mortos subiu para 5.069.
- "Ninguém vai para vala comum" -
Na noite de sexta-feira, parentes e voluntários continuavam na busca por cadáveres. Nuvens de moscas se espalham entre as ruínas de prédios desabados em La Guaira, um balneário popular a 40 quilômetros de Caracas que registra os maiores danos.
"Tem muita gente lá embaixo, ninguém quer mexer com mortos", disse à AFP Hildegar Mujica, um economista de 60 anos que procura sua ex-esposa, soterrada entre placas de concreto empilhadas de uma torre de doze andares que a terra praticamente engoliu.
Mujica procura Leida Mata, uma aposentada de 62 anos que morava em um conjunto de quatro prédios em Caraballeda, uma área conhecida do litoral de La Guaira.
O desconforto dos familiares aumenta diante das dificuldades para recuperar cadáveres sem ajuda de máquinas. Alguns optaram por alugar retroescavadeiras para erguer paredes que os impedem de chegar até seus mortos.
"Em nenhum momento se viu, por parte dos órgãos do Estado, interesse pelos corpos que estão dentro de toda essa estrutura de pedra. Na verdade, há corpos visíveis e, se não há familiares que possam reconhecê-los, não são considerados", acrescentou Mujica.
Rodríguez garantiu que "ninguém vai para vala comum", ao se referir às ações de seu governo para localizar e identificar as vítimas.
- Pagar para retirar mortos -
Na cidade de La Guaira estão localizados a maioria dos 190 prédios que desabaram completamente devido à fúria dos terremotos. Outros 856 sofreram danos que os tornaram praticamente inabitáveis.
À medida que os dias passam, alguns familiares têm optado por pagar a particulares para que os ajudem na recuperação de seus parentes mortos.
Um deles contou à AFP, sob anonimato, que vai pagar 300 dólares (1.535 reais) para que encontrem seu familiar. "Por não termos um Estado que nos represente, ficamos à deriva, entregues à vontade de Deus", disse.
Johan Torumo, um voluntário de 45 anos nascido em La Guaira, é contra a cobrança pelo resgate de cadáveres.
"Tenho uma testemunha a quem tiraram 1.300 dólares (6.652 reais)", comentou o socorrista, que critica a falta de ajuda oferecida pelo governo.
O duplo terremoto deixou milhares de pessoas desabrigadas. Mais de 21.000 vivem em acampamentos em condições extremamente precárias de superlotação e escassez.
E.Borba--PC