Fifa vai reavaliar pausa para hidratação após críticas na Copa, diz Wenger
Fifa vai reavaliar pausa para hidratação após críticas na Copa, diz Wenger / foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA - AFP/Arquivos

Fifa vai reavaliar pausa para hidratação após críticas na Copa, diz Wenger

As pausas obrigatórias para hidratação implementadas durante a Copa do Mundo de 2026 dividiram opiniões, e a Fifa vai reavaliar se manterá esse formato em edições futuras, reconheceu neste sábado (18) Arsène Wenger, chefe de Desenvolvimento Global do Futebol da entidade.

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Durante entrevista coletiva na véspera da final entre Espanha e Argentina, Wenger admitiu que a medida não foi aceita de forma unânime. "Talvez as pessoas não tenham gostado, e temos que analisar o impacto após a Copa do Mundo", afirmou.

Para esta edição, a Fifa determinou pausas para hidratação de três minutos na metade de cada tempo em todos os jogos, independentemente das condições climáticas, inclusive em temperaturas amenas ou em estádios com cobertura.

A entidade justificou a decisão como uma medida para proteger o bem-estar dos jogadores, embora alguns críticos tenham interpretado como uma oportunidade de aumentar a receita com publicidade durante as interrupções do jogo.

"Não me pareceu que os resultados tenham mudado, mas estamos aqui para servir às pessoas que assistem futebol, e tiraremos conclusões mais tarde", acrescentou o ex-técnico do Arsenal.

"Em muitas partidas, especialmente em arenas cobertas, as pessoas não ficaram satisfeitas com isso, mas, antes de o torneio começar, foi decidido que a medida seria aplicada em todos os jogos", explicou.

No início do Mundial, o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, defendeu a utilização de pausas para hidratação e destacou a importância de proteger os jogadores em um torneio frequentemente disputado sob altas temperaturas.

"É difícil manter esse nível de esforço físico por longos períodos e acredito que essas pausas dão um breve respiro para se recuperar e continuar competindo em alto nível", afirmou De La Fuente.

Wenger também defendeu a ampliação da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções e considerou o novo formato um sucesso.

"Houve questionamentos antes de começar, mas vimos que era eticamente necessário dar uma chance a mais equipes. Tenho certeza de que foi a decisão certa e de que foi um grande sucesso", concluiu.

P.Mira--PC