-
Polícia recupera obras de Matisse roubadas em 2025 em São Paulo
-
Colômbia prossegue com as buscas mas esperança de encontrar sobreviventes do terremoto é cada vez menor
-
Líder del partido anti-imigração britânico vence eleição parcial
-
EUA ameaça Irã com isolamento econômico "como o mundo nunca viu”
-
ट्रोजन: एक अधिक खतरनाक राजनीतिक युग के लिए विशेष सुरक्षा
-
TROJAN: 더욱 위험해진 정치 시기를 위한 특별 보호 조치
-
『TROJAN』:政治情勢がより危険になる時代に向けた特別な保護策
-
《特洛伊木馬》:在政治局勢日趨險惡的時代,提供特別保護
-
برنامج «TROJAN»: حماية خاصة في ظل أوقات سياسية أكثر خطورة
-
TROJAN: спеціальний захист для більш небезпечних політичних часів
-
O TROJAN: proteção especial para um período político mais perigoso
-
Justiça do Peru anula condenação de ex-primeira dama por caso Odebrecht
-
Corinthians arranca empate (0-0) contra o Rosario Central na ida das oitavas da Libertadores
-
Bolívia lança plano para conter expansão de grupos criminosos do Brasil
-
EUA executa três condenados à morte no mesmo dia
-
Começa apuração-chave para líder do partido anti-imigração britânico
-
Diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes do terremoto na Colômbia
-
Ben Shelton vence Nakashima e é bicampeão do Masters 1000 do Canadá
-
Oposição se compromete a impulsionar libertação de presos políticos na Venezuela
-
Mirassol cede empate no fim contra LDU (1-1) na ida das oitavas da Libertadores
-
Com assistências de Neymar, Santos vence Macará (2-1) de virada na ida das oitavas da Sul-Americana
-
Vance diz que preço do petróleo é prioridade dos EUA na guerra contra Irã
-
Swiatek vence Rybakina e conquista WTA 1000 de Toronto
-
Resgates na Colômbia diminuem após terremoto, enquanto crescem os acampamentos de sobreviventes
-
Médicos deveriam ter 'mudado a abordagem' em relação aos sintomas de Maradona, diz perito
-
Incêndio florestal obriga evacuação por mar de quase 500 turistas na Grécia
-
Bombardeios israelenses deixam dois mortos em Gaza
-
Rússia e Japão reacendem disputa territorial após visita de Putin às Ilhas Curilas
-
Supercopa da Europa 'foi a minha Copa do Mundo', escreve árbitro somali
-
Sobreviventes reencontram animais de estimação após terremoto na Colômbia
-
PSG chega a princípio de acordo com Barça para contratar Ferran Torres
-
Inflação na Argentina acelera levemente em julho
-
Florent Manaudou, lenda da natação francesa, anuncia aposentadoria
-
Astros sul-americanos sem clube buscam aquela que pode ser sua 'última dança'
-
EUA executa dois presos, um terceiro aguarda no corredor da morte
-
EUA planeja ataques 'em terra' contra traficantes com parceiros latino-americanos
-
Atacante sérvio Dusan Vlahovic deixa Juventus e assina com Besiktas
-
Putin visita ilhas disputadas com Japão pela primeira vez; Tóquio protesta
-
Barthez se junta à comissão técnica de Zidane na seleção francesa
-
Supercopa da Espanha de 2027 será disputada na Turquia
-
Explosão é registrada em fábrica de munições perto de Roma
-
Colômbia esgota prazo crucial para encontrar sobreviventes de terremoto
-
Israel envia tropas a uma cidade da Cisjordânia em meio a críticas dos EUA
-
Corte dos EUA indefere ação do governo Trump contra Harvard por antissemitismo
-
Turistas são evacuados no norte da Grécia por incêndio perto de Tessalônica
-
Rebeldes houthis reivindicam ataque contra refinaria saudita
-
México diz que Colômbia vetou envio de socorristas por falta de certificação
-
EUA afirma que 40 países servem de base para reenvio de produtos chineses
-
Porsche prevê parar de produzir o Taycan, seu único modelo 100% elétrico, até 2030
-
Raúl Castro reaparece em público em homenagem ao irmão, Fidel, em Havana
Menores contratados para matar: a herança sinistra de Pablo Escobar na Colômbia
Pablo Escobar formou na década de 1980 um exército de adolescentes de baixa renda dispostos a matar policiais, políticos e juízes. Com o dinheiro do narcotráfico, ele os convenceu a cometer crimes hediondos, um legado que perdura na Colômbia.
Esse tipo de crime, comum nos tempos de Escobar, morto em 1993, voltou à memória do país no último sábado, após a tentativa de assassinato do pré-candidato à Presidência Miguel Uribe, em Bogotá.
Ontem, o Ministério Público (MP) acusou um adolescente de 15 anos por suspeita de ter cometido o ataque a tiros contra o líder político, 39, que está internado em estado crítico. O jovem se declarou inocente e está preso.
Um vídeo ao qual a AFP teve acesso mostra o suposto agressor se movimentando entre a multidão. Em um certo momento, ele saca uma arma e aponta. Tiros são ouvidos, Uribe cai e a multidão se dispersa, em pânico. Segundo o MP, ele atirou três vezes.
Isso "não é algo excepcional na Colômbia", disse à AFP Mathew Charles, ex-assessor do Unicef no país e diretor da fundação para a inclusão de jovens vulneráveis Minha História.
A procuradora-geral do país, Luz Adriana Camargo, ressaltou anteontem que grupos criminosos usam menores porque a lei prevê penas mais leves do que para os adultos. Apenas no ano passado, cerca de 5 mil adolescentes de 14 a 17 anos ingressaram nesse sistema penal na Colômbia, após cometerem crimes, segundo o Ministério da Justiça.
- Marginalizados -
Os jovens que pegam em armas costumam ser de bairros marginalizados, com pouco acesso à educação e ambientes familiares frágeis, disse Charles. Diante da falta de oportunidades, o crime se apresenta como única saída.
Trinta e três por cento dos colombianos são considerados pobres. Quase 4% das crianças e dos adolescentes em idade escolar abandonaram os estudos em 2023, ano do balanço oficial mais recente.
Grupos ilegais pagam a menores entre US$ 50 (cerca de R$ 300) e US$ 500 (cerca de R$ 3 mil) para matar, segundo investigações de Charles. Estes últimos costumam ser "enganados" com frequência e não chegam a ver a cor do dinheiro prometido.
Quando foi preso, o menor acusado de atirar em Uribe disse que estava disposto "a colaborar" com as autoridades e que havia recebido ordens de alguém da "olla", como são conhecidos na Colômbia os pontos de venda de drogas.
Astrid Cáceres, diretora da entidade estatal encarregada da proteção dos menores (ICBF), disse que, em boa parte dos casos, as máfias fazem com que os menores cometam crimes "a partir do consumo" de substâncias psicoativas.
- Consequências -
A pena máxima para um menor por homicídio na Colômbia é de 8 anos. Já um adulto pode pegar até 50 anos de prisão.
O uso de menores "é um costume antigo" no país, que "busca claramente a impunidade e se aproveitar da sua situação de marginalidade", explicou à AFP o criminalista Francisco Bernate. Ele apontou que o desenvolvimento mental de crianças e adolescentes é um fator determinante nesses casos: um menor de 18 anos "não tem plena capacidade de entender as consequências dos seus atos".
Luz Adriana Camargo ressaltou que, diferentemente do código penal, que tem um caráter punitivo, o marco legal dos menores contempla sanções educativas e restaurativas. Eles não vão para a prisão, e sim para centros especializados.
- Lembranças ruins -
Em 22 de março de 1990, o candidato à Presidência pelo Partido Comunista Bernardo Jaramillo foi morto no aeroporto antes de embarcar em um avião, mesmo acompanhado de seguranças. O jovem que portava a arma tinha 16 anos.
"Esse rapaz ficou pouco mais de um ano preso. Em 1992, seu corpo foi encontrado com marca de tiros no porta-malas de um carro, em Medellín, juntamente com o do seu pai", disse à AFP o jornalista e acadêmico Jorge Cardona.
Autor do livro "Días de Memória", que narra os eventos violentos que marcaram a Colômbia entre 1986 e 1991, ele relatou outros dois casos: o ministro da Justiça Rodrigo Lara Bonilla foi assassinado por um menor de 16 anos em 1984, e Carlos Pizarro, ex-guerrilheiro do M-19 e candidato à Presidência, foi baleado por um homem de 20 anos dentro de um avião, em 1990. Nenhum dos casos foi totalmente esclarecido.
A.P.Maia--PC